Segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Autárquicas

Quem quiser pode tentar esconder-se atrás de meia dúzia de números, mas o vencedor (global) destas eleições foi, sem dúvida, o PS. Finalmente o PS ganhou uma eleição em 2009...

Ganhou mais de 20 câmaras em relação às anteriores autárquicas e algumas bastante emblemáticas (Leiria, Beja, Barcelos, ...).

 

Não fosse o caso de um aumento significativo de coligações PSD/CDS e a vitória do PS teria sido (certamente/eventualmente) total, com mais câmaras que o PSD.

Por esta razão o CDS será talvez o único partido que poderá também estar contente com os resultados.

 

O PSD sofreu uma mini-hecatombe, espelho da liderança catastrófica da sua líder e da influência da proximidade das eleições legislativas, que arrastou algum derrotismo para estas eleições.

 

A CDU perdeu 7 câmaras contra um ganho de 3, e saiu também derrotada, embora continue com bastante implantação para uma coligação que não atinge os 10% do eleitorado e com muitas juntas de freguesia (também no norte do país).

 

O BE pode ter tido ganhos residuais em termos percentuais em relação às anteriores autárquicas, mas não se consegue afirmar minimamente como partido autárquico, perdeu vereadores em câmaras grandes e mesmo na única câmara ganha tem problemas de entendimento entre a gestão camarária e a direcção nacional.

 

A influência da comunicação social nas campanha é decisiva para o aumento da bipolarização politica em Portugal. Isenção é palavra oca para a esmagadora maioria dos jornalistas portugueses.

Até no rescaldo das eleições pelas diversas televisões se vê a incapacidade de isenção dos jornalistas, quer os pivots (caso em que a péssima pivot da SIC Clara de Sousa é o exemplo mais flagrante) quer nos pseudo comentadores jornalistas que nunca conseguem despir a camisola.

Se não conseguem ser isentos na análise ao menos tenham a dignidade de afirmar qual o partido que apoiam, e não tentem dissimuladamente enganar as pessoas.

 

Estas eleições demonstram, mais uma vez, a necessidade urgente de regionalizar Portugal e acabar definitivamente com as micro-freguesias existentes e agregrar regiões de proximidade para promover círculos eleitorais que possam ser realmente representativos da vontade dos eleitores.

por joca às 13:45
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