Segunda-feira, 9 de Março de 2009

Regionalização

Por ocasião do terceiro ano de vigência do mandato do Presidente da Republica, fiquei a saber que a freguesia mais cavaquista de Portugal tem apenas 120 e tal eleitores (Alvelos, Vinhais - noticia TSF). Mais uma freguesia que deveria ser fundida com as freguesias vizinhas.

 

O esbanjar de recursos no nosso país é grotesco.

Mesmo sendo uma freguesia do interior profundo, não existe lógica na criação de uma infra-estrutura político-administrativa para uma mão cheia de eleitores, apenas 80 votantes (ainda assim, menos mal). Mas ao se mencionar este assunto àquela população ela irá, porventura, indignar-se e daqui del rei...

 

Tal assunto leva-nos à badalada regionalização, que se torna necessária, é urgente reformular o mapa e a divisão territorial de Portugal. O país já não é o mesmo, as migrações originaram grandes transformações internas e é preciso ajustar a divisão administrativa a esta realidade. Chamem-lhe o que quiserem, nomeiem as divisões de províncias, distritos, concelhos, freguesias, sedes, regiões, what ever... mas actuem.

Certamente é impossível agradar as todas as populações.

 

Para mim este tema não é novo e até tenho um esboço de uma possível regionalização, por sinal bastante "matemática", embora crie regiões com dimensões populacionais bastante díspares.

A primeira divisão seria a criação de 3 grandes zonas/regiões/províncias (?) que se subdividiriam em outras 3 subregiões/distritos/sedes (?) - Norte (com Minho-Lima-Cavâdo (MLC), Douro-Ave Litoral (DAL) e Trás-os-Montes e Alto Douro (TAD)), Centro (com Beira Interior e Estrela (BIE), Beira Litoral- Estremadura (BLE) e Riba-Alto Tejo (RAT)) e Sul (com Estuários-Oeste-Ilhas (EOI), Alentejo-Sado-Guadiana (ASG) e Sudoeste-Sueste-Algarve (SSA). Cada distrito teria vários concelhos (?) (máximo de 11 para Trás-os-Montes, mínimo de 7 para Douro Litoral, total de 82 concelhos) que seriam a junção de 5 freguesias/áreas (?) por concelho (num total de 410 freguesias). Estas freguesias teriam grandes assimetrias em termos populacionais (mas não em termos territoriais) porque continua a ser necessário dar resposta às necessidades destas populações localmente, mas nunca teriam menos de 3-4 mil habitantes. E as muito grandes (com um número muito superior de representantes), como Lisboa e Porto (com base na existentes Áreas Metropolitanas) deveriam ter vereadores (?) por zonas que respondessem directamente a essas necessidades.

  

Mas estes distritos não seriam a transposição das províncias actuais, um dos princípios essenciais seria a não divisão pelos cursos de água existentes, pois a divisão administrativa tendo por base os rios não apresenta nenhuma lógica na actualidade.

 

Outro aspecto essencial seria a responsabilização das administrações regionais e dos seus governantes para terminar com os atentados ao património que temos tido, as revisões de revisões de PDM para agradar à família e aos amigos teriam de ser reprimidas. Por exemplo criando a obrigatoriedade de uma percentagem do território ser reserva natural não intervencionável (para além da sua manutenção, obviamente).

por joca às 09:48
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3 comentários:
De Mário Lobo a 10 de Março de 2009 às 01:33
és um matemático de primeira...
é preciso é arrebanhar a malta em grupos matemáticamente semelhantes.
se uns têm o hábito de ser duma forma e outros de outra, paciência...
caro amigo... sugiro-te a ajuda de um geómetra.
sim, porque com essa ideia podias fazer como em africa, traçar meia dúzia de preendiculares e dividir matemáticamente as populações.
depois só é preciso explicar às pessoas porque é que algo que sempre foi duma forma deixa de repente de o ser.


De joca a 11 de Março de 2009 às 00:00
Porque é caro...
Talvez (por exemplo) porque para a população de Mortágua ter voz teve de se associar as concelhos vizinhos e formar o CUDAP ...
Talvez existam casos similares e outros mais gravosos um pouco por todo o país...
Talvez para responsabilizar autarcas pouco escrupulosos que alimentam as negociatas dos amigos e familiares...


De Maitê a 26 de Janeiro de 2010 às 17:09
Moro em Petrópolis, RJ, Brasil. Meus bisavós nasceram e viveram em Portugal. Tiveram dois filhos que vieram para o Brasil, RJ. Um deles é meu avô, que morou em Portugal até os 17 anos e em 1960 veio para o Brasil. Ele morava em Brazelo, Traz-os- Montes perto da cidade do Porto. O nome do meu avô é Antônio da Silva Sobral. Sua mãe; Maria Vieria da Silva Sobral, seu pai José da Rocha Sobral e seu irmão Armando da Silva Sobral. Assim que ele veio para cá, perdeu o contato com familiares. Ele tinha um tio que tinha um restaurante na cidade do Porto, restaurante este que parecia ter um lago ou alguma coisa do tipo, o nome do tio é Américo Sobral. Procuro informações para que possamos fazer contato. Agradeço desde já pela atenção de quem puder me ajudar.


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