Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Da democracia à ditadura

Quando aparentemente o voto democrático (do povo) se encaminha para cenário que não os favorecem, os políticos começam logo a estrebuchar...

 
Agora foi o Dr. Marques Mendes (que até acho que é um politico com espinha dorsal, daquelas não flexíveis!) a dizer que é preciso mudar o sistema politico, pois o cenário político que sairá das próximas legislativas é de uma maioria relativa e que neste caso o país será ingovernável, e entrará em eleições sucessivas.
Tal cenário é bastante plausível, mas se o voto é democrático (e ainda é), então é democrático para todas as situações (e não só quando lhes convém). E portanto os políticos não tem mais do que obedecer ao voto democrático e governar o país consoante os resultados eleitorais.
Se os resultados eleitorais ditarem uma maioria relativa é necessário governar fazendo acordos partidários e  propondo medidas que sejam aceites por mais que um partido, e desta forma conseguir a sua aprovação na Assembleia da República. Isto é que é a Democracia, e é para isso que os políticos (os deputados , neste caso) ganham chorudos ordenados e ajudas de custo (e o triplo das férias do comum português).
 
Se assim não fosse não se necessário haver deputados, haveria apenas um representante por partido na Assembleia da República (e bastaria uma pequena sala com 5 ou 6 cadeiras, - este cenário até tem o seu q de apetecível - o que se pouparia) com voto proporcional aos resultados eleitorais.
 
Seria interessante que os políticos não ficassem presos nos seus dogmas (e coletes de forças partidários) e se adaptassem as situações reais. E em tempos de situações reais de maior aperto são necessários políticos que quebrem com o ram-ram político dos últimos 20-30 anos em Portugal e que descubram soluções que vão de encontro às vontades expressas do povo (enquanto eleitores).
por joca às 16:45
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Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

O voto em branco - diferenças para abstenção e votos nulos

Finalmente um político teve coragem de pedir o voto em branco e a sua legitimação.

 

O Dr. Campos e Cunha (aquele, o primeiro a abandonar o barco quando ele ainda não tinha zarpado do porto - dizem que pelo TGV, mas desconfio que foi mais por saber o que aí vinha de compadrios e promiscuidades) teve a sensata ideia de sugerir que os votos nulos dessem lugar a cadeiras vazias nos hemiciclos.

 

Eis uma bela sugestão que faria mais por baixar a abstenção do que todas as outras propostas juntas. Quando os portugueses vissem que ao votar em branco iriam poupar no desperdício de eleger deputados (ou outros representantes) do centrão iriam sem dúvida estar motivados para votar.

 

Existe uma enorme diferença entre votar em branco e votar nulo ou nem sequer se dignar em ir votar.

Votar nulo é um acto de rebeldia que embora válido (para o individuo) não tem validade!...

A abstenção é não querer ser representado e deixar outros escolher por si, no fundo um pouco de acto de cobardia!...

Votar nulo é por sua vez um acto bem ponderado que envolve uma escolha (minimamente pensada. Um jogar com as regras, mas expressando uma opinião de desagrado.

É por isso necessário legitimar o voto nulo como um voto correcto e contabilizável para as estatísticas e, se em número suficiente, para a criação de cadeiras vazias.

 

por joca às 00:33
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Todas as máximas já foram escritas. Resta apenas pô-las em prática - Blaise Pascal ...

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