Sexta-feira, 31 de Julho de 2009

Que Ministros?

Será que os programas de governo que os partidos editam no período pré-eleitoral tem algum interesse? Não estamos já habituados a um rol de promessas que ficam sempre por cumprir.

 

Não seria muito mais interessante os partidos apresentarem as pessoas que tem em mente para os ministérios, ministros e secretários-de-estado?

 

Se a Lurdinhas fosse apresentada como alternativa do PS para a pasta da educação algum professor iria votar PS nas próximas legislativas?

Quem será o Ministro da Economia se o PS voltar a ganhar as eleições, os chifres do Pinho?

Vamos voltar a ter o "enterra" do Alberto Costa a afundar a justiça portuguesa?

 

E no PSD?

Alguma hipótese de haver novamente Dias Loureiro e Arlindo de Carvalho como ministros?

E o Alberto João da Madeira que anda doidinho para conseguir um poiso político no continente, será Ministro de Estado?

A eterna promessa Borges será o futuro Ministro das Finanças, com a sua política à Madoff?

 

E mesmos os restantes (pequenos?) partidos quais as suas alternativas caso houvesse a possibilidade de formarem governo?

Corremos o risco de haver novamente Cardona no governo?

Qual a pasta do mano Portas se o BE for governo?

E as meninas do Dr. Louçã que pastas tem reservadas?

Na CDU sabemos quem ficaria com a pasta do Ambiente (alguém do PEV, não?) e as restantes?

 

Na politica é preciso transparência e verdade, jogar limpo sem subterfúgios. Os eleitores devem estar o mais esclarecidos possível na hora de "botar" o voto.

Haja coragem, a bem da verdade democrática.

por joca às 14:22
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Terça-feira, 28 de Julho de 2009

Políticos ou os medos da democracia representativa

Com os actos eleitorais à porta...

 

A democracia portuguesa está ainda muito longe de ser realmente representativa, representativa de tal forma que um voto de um qualquer eleitor tenha exactamente o mesmo peso eleitoral de outro qualquer (quer seja em Bragança, no Algarve, nos Açores ou nos círculos da emigração).

O famigerado método de Hondt funciona em pequenos círculos eleitorais (uns não assim tão pequenos...), por exemplo o distrito de Portalegre elege somente dois deputados para a Assembleia da República, o que retira imensos votos para a quantificação dos deputados eleitos. É fácil fazer as contas, nesse distrito de Portalegre uma força política com 25% de votos expressos arrisca-se a que esses 25% não elejam nenhum deputado no distrito e por consequência são pura e simplesmente descontados de qualquer contagem, serão uns milhares de votos que tem o mesmo peso quer existam quer não existam.

 

Será esta uma boa forma de diminuir a abstenção?...

quando o voto de milhares de portugueses vai de imediato para o lixo...

 

Esta é uma das razões que me leva a defender um círculo eleitoral único em Portugal e uma diminuição do número de deputados na Assembleia da República.

E não a pseudo-revisão eleitor que vai ainda aumentar mais esta franja de votos que para nada servem e aumentar a bipolarização e tornar muito mais fácil as maiorias absolutas, ainda que para isso o partido mais votado precise apenas de cerca de 35-38% dos votos em vez dos 50% que seriam óbvios.

Portugal é um país pequeno e para os deputados defenderem as regiões pelas quais são eleitos como tem defendido, não é preciso dizer mais nada...

E sabendo nós da badalhoquice que ocorre nos partidos quando toca à escolha das listas. Basta ver o que se tem passado no PS, mas também no PSD e nos outros pequenos partidos com representatividade na Assembleia da República. É este no Porto, aqueloutro para Aveiro, aquela para Coimbra, sem que os candidatos tenham qualquer afinidade com aquele círculo eleitoral.

 

Esta situação é especialmente visível nas eleições legislativas, mas também ocorre em círculos eleitorais mais pequenos nas eleições autárquicas.

 

 

Quanto às eleições legislativas, a falta de representatividade do voto dos eleitores é ainda mais acentuada. O voto serve (se servir) apenas para eleger um representante que irá por sua vez escolher o governo, não existe real escolha do eleitor (pelo seu voto) do governo que vai administrar o país durante 4 anos.

Se se quer aumentar a representatividade deveria haver nas eleições legislativas 2 boletins de voto, um para escolher os deputados da Assembleia da República e outro para a escolha do governo.

Acredito que haja muitos portugueses que, como eu, se pudessem votariam diferente nestes 2 boletins de voto, já que se a Assembleia da República existe para fiscalizar a postura do governo convém que a maioria na Assembleia não exista apenas para lamber as botas aos ministros e secretários-de-estado (mais uma vez basta ver a realidade).

Para que esta fiscalização possa ser efectiva é necessário que existam visões diferentes (ou não, mas segundo os votos expressos da maioria dos portugueses...).

 

A democracia portuguesa não será uma verdadeira democracia enquanto se continuar a ludibriar os portugueses com estes gatos escondidos com o rabo de fora... Ou seja nunca, pois aos 2 principais partidos não interessa minimamente alterar (neste sentido) a lei eleitoral. E tudo vão fazer para aumentar a bipolarização e a subserviência da Assembleia da República para com o governo.

 

Provavelmente a próxima legislatura não será muito extensa por estes 2 partidos andarem em questiúnculas menores, mas porventura iremos ter uma revisão constitucional, onde haverá entendimento total, que aumentará o fosso entre os grandes e os pequenos partidos.

por joca às 09:40
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Sexta-feira, 17 de Julho de 2009

Discriminação sexual - pura e dura!

Vem o Ministério da Saúde dizer que os homossexuais não podem ser dadores de sangue!...

... e dupla discriminação apenas os homossexuais masculinos!???

 

Se isto não é discriminação sexual e por orientação sexual, o que será?

A lógica aparente é que são grupos com comportamento sexual de risco.

E pergunto eu se todo o sangue não é cuidadosamente analisado antes de ser utilizado nos doentes necessitados?

Ainda corremos o risco de repetir o caso "Beleza" dos anos 80´s?

 

E não estamos em Portugal com falta de dadores de sangue?

Porquê andar a brincar à peçonha como se fossemos todos crianças?

 

Se as pessoas pretendem dar sangue deixem-nas dar sangue e promovam todos os testes necessários para garantir que o sangue que chega aos doentes é de qualidade.

 

Se  um homossexual (masculino) quiser doar medula óssea ou um rim, até mesmo os seus órgãos após a sua morte, vamos rejeitar esta dádiva? Com que base?

 

Mais uma trapalhada injustificável que vai persistir até quando?

por joca às 09:11
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Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

Portagens...

Agora que vamos ter portagens em quase todos os troços das auto-estradas...

 

Não sou contra a existência de portagens nas auto-estradas, até penso que a não existência de portagens nas auto-estradas do interior beneficia mais as empresas espanholas (que facilmente trazem os seus produtos para colocar nos mercados portugueses sem terem este custo acrescido) que a generalidade das empresas portuguesas (que para levarem os seus produtos para o interior do país tem de pagar portagens nas auto-estradas do litoral).

 

Mas a situação que se está a criar com os novos pórticos nas auto-estradas (aparentemente a cobrança vai ser efectuada pelo ainda em implementação chip nas matrículas) vai agravar ainda mais este problemas. Se as matrículas espanholas não tem chip não haverá forma de cobrar as portagens a estes veículos, criando uma situação de desigualdade gritante. Não só para os veículos pesados, mas também para todos os restantes veículos.

A discriminação que vai criar aos condutores de veículos com matrícula portuguesa parece-me inconstitucional.

 

Então eu por conduzir um veículo de matrícula portuguesa tenho de pagar portagens pelos estrangeiros, imigrantes, chicos-espertos que dizem ter residência em Espanha e passeiam em Portugal impunemente com os seus carros de matrícula espanhola e outras aves raras?

 

Vamos ver no que isto vai dar, cá estamos para avaliar as decisões nesta área...

 

por joca às 14:03
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Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Preso por ter e por não ter!

Mais vale tarde que nunca...

O PS finalmente obrigou os seus a optarem por uma candidatura política única (ou Assembleia da República ou Câmaras), se foram obrigados pela conjuntura política ainda bem. Se estão a tentar limpar a face, também, pois o precedente fica aberto e de agora em diante não há mais desculpas para estes estratagemas políticos.

 

Será que os outros partidos (PCP, BE e CDS) também irão alinhar pela mesma bitola?

 

Quanto ao PCP não tenho a certeza que tenham vindo a cumprir com candidaturas únicas, mas admito que sim (Ruben Carvalho à CML; Rui Sá à CMP; ...), agora o BE e o CDS são abusivos no uso das suas figuras mestras para poli-candidaturas (Miguel Portas, Luis Fazenda, Paulo Portas, Nuno Melo and so on ...) tem sido pau para toda a obra. Aqui estes pequenos partidos perdem bastante da sua coerência política e da sua legitímidade em outros pontos da vida política.

 

Vem agora o deputado Manuel Alegre pedir às eurodeputadas Elisa Ferreira e Ana Gomes para escolherem entre as duas candidaturas a que se propuseram. Oh Dr. Alegre a escolha está feita à muito tempo, o tacho que estas senhoras querem é em Bruxelas e a candidatura camarária é só para encher chouriço... Estas senhoras candidataram-se para perder. Ser presidente da câmara era impossível (muito mais com esta posição de nem carne nem peixe) e ser vereador dá uma grande trabalheira, é melhor ficar lá pela Europa que agora até vão receber o dobro ao fim do mês!

 

Espero sinceramente que ambas levem um grande banho nas eleições autarquicas (e não por especial gosto pelos principais adversários políticos, tanto que o Rui Rio é umpolítico manhoso no mau sentido do termo e o Fernando Seara é também um tachista, mas mais dado a futeboladas) que é para aprenderem, e também para acabarem de vez estas manipulações políticas que só querem enganar o povo.

por joca às 11:50
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Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Ministro ou garoto?

Para acabar em beleza a sua participação nos debates da Assembleia da República, o Ministro(????) Manuel Pinho mostra a sua verdadeira postura política.

 

Um gesto de menino mimado que não pode ser contradiado, fazendo jus à sua verdadeira personalidade, e que não tem mais argumentos para além de um insulto inqualificável (digno das birras de um garoto de 4-5 anos).

 

Este governo está realmente de cabeça perdida.

por joca às 19:21
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Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

103 anos à Sporting

Em 1 de Julho de 1906, o Sporting nascia (tal como é conhecido nos nossos dias). São 103 anos de uma bela história que deve ser prestigiada e engrandecida.

 

Muito mais que uma mera equipa de futebol (talvez o ciclismo tenha feito mais pelo rugido do leão do que o futebol - pelo menos nos primórdios), o Sporting tem de voltar a apostar no ecletismo para continuar com a grandeza que lhe é reconhecida.

 

Modalidades históricas do Sporting não podem nem devem continuar adormecidas.

Como é possível que modalidades no Sporting que deram a conhecer ao país alguns dos seus mais notáveis desportistas não tenham espaço no Sporting do século XXI?

 

Parabéns Sporting!

por joca às 17:54
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A versão feminina de Sócrates

Anda a Dra. Manuela Ferreira Leite a falar verdade e de repente...

 

A verdade desta senhora é exactamente a mesma verdade que o (Pseudo-Eng.) Sócrates nos pregou à 4 anos e meio, logo colocada na gaveta quando o tacho estava no Largo do Rato com todos os "porcos" e “porquinhos” rosa a amontoarem-se para chegarem ao seu quinhão.

 

Muito trabalhinho teve essa senhora para se vender como a antítese do Sócrates, mas a verdade é que é uma cópia.

Quem puxar um pouco pela memória conseguirá ver no passado político desta "líder"? do PSD as verdades que deixou por cumprir nas pastas ministeriais que ocupou (Educação e Finanças).

 

Anda a comunicação social a tentar vender que as eleições legislativas são para escolher o(a) primeiro-ministro entre estas duas figuras. Para isso não é preciso ir votar, vai dar no mesmo.

As eleições legislativas são para escolher 230 deputados, e quantos menos forem lambe-botas destas duas figuras melhor para a democracia portuguesa.

por joca às 17:41
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Todas as máximas já foram escritas. Resta apenas pô-las em prática - Blaise Pascal ...

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